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Ludicidade, educação e neurociência: como unir os três pilares?

ludicidade

Nos últimos anos, a ludicidade tem conquistado cada vez mais o seu espaço no cenário educacional brasileiro. Mas o caminho até aqui não foi fácil. E ainda não é. Defendida por grandes nomes teóricos, o tema ainda é alvo de discussões no meio acadêmico, muito embora já tenha se provado como uma estratégia eficiente e necessária para o desenvolvimento pessoal, social e cultural.

Em um sistema educacional, no qual a falta de investimentos e a evasão escolar são uma realidade, o processo de aprendizagem se torna, muitas vezes, desafiador, recorrente e falho. Há, ainda, um apego ao método tradicional, no qual acredita-se que o ambiente escolar não é palco para brincadeiras e que as aulas devem ser conduzidas com rigor e formalidade.

Mas o mundo mudou e continua mudando. Com o avanço da tecnologia e o acesso irrestrito à informação – e novas modalidades de ensino – explorar o lado lúdico das crianças parece ser cada vez mais necessário e sensato.

Mais do que ensinar, é preciso incentivar a criança a agir de maneira ativa, reflexiva, questionadora e curiosa. É preciso que ela entenda o seu papel social e seja capaz de entender e respeitar as regras impostas pela sociedade. É preciso brincar.

 

Conceituando a ludicidade

Antes de mais nada, é importante conceituar a ludicidade. Com origem no Latim, “ludus” significa algo relacionado a “jogos, brinquedos e divertimentos”.  Quando aplicado à Pedagogia, o termo pode ser facilmente ligado ao uso de brincadeiras e jogos como ferramentas educacionais.

Mas, na prática, o conceito vai muito além disso: a ludicidade estimula as crianças a se comunicarem com o mundo, desenvolvendo sua criatividade e liberdade por meio de jogos e brincadeiras.

Com as ferramentas corretas, é possível promover um processo de aprendizagem muito mais coerente, que facilita a construção da autonomia, da reflexão e da criatividade. O impacto só tende a ser positivo: há ganhos no desenvolvimento físico, cultural, social, afetivo e, principalmente, cognitivo da criança.

 

Como desenvolver atividades com foco no lúdico?

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A ludicidade é, sem dúvidas, uma ferramenta importante quando o assunto é estímulo à criatividade. Embora necessária, a adoção como estratégia de aprendizagem não é tarefa simples.

Os profissionais precisam conhecer a fundo o conceito e apostar em ações bem planejadas e orientadas. Afinal, um jogo é apenas um jogo quando não há mediação e, consequentemente, intencionalidade educativa.

Nesse cenário, para garantir que as crianças aprendam e desenvolvam suas capacidades por meio de brincadeiras, é importante, por exemplo, planejar as aulas para que transmitam conteúdo de qualidade.

Isto é, é preciso que as atividades combinem teoria e prática, de modo que o aluno entenda e armazene os conhecimentos adquiridos durante o processo. É possível, por exemplo, trabalhar a ludicidade por meio de estímulos sensoriais, brincadeiras, contação de histórias e gincanas.

Da mesma forma, o profissional deve incentivar o aluno a pensar e criar situações para interação ou resolução de problemas.

 

E onde entra a Neurociência?

Apostar em outras abordagens, de forma conjunta, como a neurociência, também é essencial para que as aulas sejam ainda mais bem aproveitadas e descontraídas. Utilizada para ajudar na obtenção de uma maior compreensão de como a mente se desenvolve, a neurociência fundamenta a prática pedagógica e respeita a dinâmica de funcionamento do cérebro, garantindo a estimulação adequada nos primeiros anos de vida.

Sabemos que as crianças fazem associações com as informações e estímulos que recebem para que possam aprender e assimilar o que acontece no mundo à sua volta. Nesse processo ocorrem transformações químicas no cérebro, as chamadas sinapses – quando os neurônios passam a se comunicar uns com os outros por meio de neurotransmissores.

No momento em que a criança começa a brincar, esses circuitos neurais permitem que diferentes parte do cérebro se comuniquem, criando e fortalecendo outros caminhos neurais, que se interligam ao sistema límbico (onde são processadas as emoções) e ao neocórtex (responsável pelo raciocínio lógico).

Como a ludicidade presente no brincar desperta sensações de bem-estar, ela pode favorecer a assimilação de informações e, consequentemente, o aprendizado.

 

Acompanhe as melhores dicas sobre aprendizagem infantil!

Facilitar o processo de aprendizagem infantil, capacitando pais e profissionais, é o objetivo da Oficina da Inteligência. Fundada pela psicopedagoga Carla Silva e pelo coach Willian Moreira, a plataforma visa transformar as relações humanas e melhorar o processo de ensino oferecendo treinamentos a professores.

Com uma visão 360° graus, o site oferece também aos pais todo o conhecimento necessário para que possam participar desta jornada de conhecimento e desenvolvimento. Entre em contato!

 

 

 

 

 

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